{"id":1717,"date":"2018-05-18T00:19:13","date_gmt":"2018-05-18T03:19:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.abrazpe.org.br\/?p=1717"},"modified":"2018-05-18T00:19:13","modified_gmt":"2018-05-18T03:19:13","slug":"shenzhen-o-vale-do-silicio-chines","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abrazpe.org.br\/index.php\/2018\/05\/18\/shenzhen-o-vale-do-silicio-chines\/","title":{"rendered":"Shenzhen: O  Vale do Sil\u00edcio chin\u00eas"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 12 minutos<\/small><\/p> <p>H\u00e1 20 anos, o jovem Hu Chao deixava seu vilarejo na prov\u00edncia de Henan, no norte da China \u2014 como milh\u00f5es ainda fazem \u2014, em busca de uma vida melhor no Sul, mais abastado. Mudou-se para Shenzhen, cidade portu\u00e1ria. Era a primeira Zona Econ\u00f4mica Especial (ZEE) do pa\u00eds. Hoje \u00e9 um dos s\u00edmbolos das reformas e da abertura econ\u00f4mica promovidas em 1978 pelo ent\u00e3o presidente Deng Xiaoping. O anivers\u00e1rio de quatro d\u00e9cadas tem sido alardeado pelo governo chin\u00eas, que acaba de anunciar novas reformas rumo ao que o presidente Xi Jinping chamou de \u201cnova era\u201d do socialismo com caracter\u00edsticas chinesas, pouco antes de inaugurar seu segundo mandato consecutivo e de receber o aval constitucional para ficar no comando da segunda maior economia do mundo pelo resto da vida.<\/p>\n<p>O fluxo de trabalhadores do norte e do resto da China atr\u00e1s de empregos em Shenzhen foi imenso nesses anos. A vila de pescadores, com cerca de 22 mil habitantes at\u00e9 1970, viu sua popula\u00e7\u00e3o dar um salto para quase 2,5 milh\u00f5es de pessoas quando Hu nela chegou. Hoje s\u00e3o 12,5 milh\u00f5es \u2014 o equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do Grande Rio. O ritmo de crescimento da cidade, n\u00e3o apenas populacional, parece n\u00e3o ter limite. Shenzhen pisou no acelerador nos \u00faltimos anos e registrou uma das maiores taxas de crescimento da China: 8,8% no ano passado, quando seu Produto Interno Bruto (PIB) ultrapassou os US$ 338 bilh\u00f5es, deixando para tr\u00e1s Cant\u00e3o e Cingapura, vizinhos com quem compete \u2014 ao que tudo indica, ser\u00e1 maior do que Hong Kong at\u00e9 2025. Trata-se de mais ou menos o mesmo tamanho da economia da Irlanda, que bateu os US$ 339 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Depois de d\u00e9cadas crescendo na casa dos dois d\u00edgitos, a China como um todo vem pisando no freio. A meta oficial est\u00e1 mantida em uma expans\u00e3o de 6,5% ao ano \u2014 o novo normal, como vem insistindo o Partido Comunista, para evitar o nervosismo dos mercados. Estes, por sua vez, temem que o pa\u00eds j\u00e1 n\u00e3o tenha o mesmo f\u00f4lego de antes. A ideia \u00e9 correr menos e garantir um crescimento mais sustent\u00e1vel. Um dos motivos para o ritmo mais acelerado de Shenzhen s\u00e3o os gastos com pesquisa e desenvolvimento, os mais elevados da China, que atingiram 4,3% de seu PIB somente no ano passado. Com o foco em inova\u00e7\u00e3o, a antiga vila \u2014 da qual existem poucos vest\u00edgios \u2014 se transformou em um hub tecnol\u00f3gico que ficou conhecido mundo afora como o Vale do Sil\u00edcio da China.<\/p>\n<p>Hu ainda lembra quando o bairro de Huaqiangbei, onde est\u00e1 a famosa rua dos eletr\u00f4nicos e onde encontrou a rep\u00f3rter de \u00c9POCA em um caf\u00e9 americano, tinha apenas uma f\u00e1brica, a Huaqian. Depois dela, vieram as outras que fizeram dali o maior fabricante de eletr\u00f4nicos da \u00c1sia. P\u00e2ntanos e \u00e1reas rurais inteiras ganharam novas formas. Deram lugar a arranha-c\u00e9us monumentais, muitos assinados por arquitetos de renome internacional, e um punhado deles listado no ranking dos mais altos da China e do mundo. Hu, mais do que ningu\u00e9m, acompanhou o fen\u00f4meno da constru\u00e7\u00e3o civil nesse mercado que \u00e9 hoje o que mais se valoriza no pa\u00eds. Foi esse o setor que abriu as portas da cidade para ele e permitiu que Hu tivesse um padr\u00e3o de vida muito superior \u00e0 m\u00e9dia dos chineses. Sua hist\u00f3ria se mistura com a trajet\u00f3ria de Shenzhen.<\/p>\n<p>De fam\u00edlia pobre, desembarcou ali para trabalhar como vendedor dos im\u00f3veis que sa\u00edam do papel rapidamente, a prova do enriquecimento da cidade que se tornou uma das joias do Vale do Rio da P\u00e9rola. N\u00e3o havia corretores profissionais em Shenzhen quando chegou. Lembra que o metro quadrado no bairro de Nanshan, considerado nobre, custava 4 mil yuans (R$ 2.200). Agora, sai a nada menos que 120 mil yuans (R$ 67.000), uma diferen\u00e7a de 2.900%. Tanta gente fez fortuna com a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria que o governo local imp\u00f4s barreiras para quem quiser comprar mais de um im\u00f3vel. Os pre\u00e7os s\u00e3o t\u00e3o proibitivos, segundo Christopher Balding, professor da Escola de Neg\u00f3cios de Shenzhen da Universidade de Pequim, que quem tem dinheiro prefere comprar fora da cidade ou do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Homem de vis\u00e3o, Hu soube ganhar dinheiro, mas n\u00e3o revela quanto lucrou. Apenas sorri e diz ter uma vida confort\u00e1vel, o que suas roupas de marca e seus m\u00fasculos trabalhados em academia \u2014 um h\u00e1bito recente entre os chineses \u2014 parecem confirmar. Empres\u00e1rio, s\u00f3cio de uma empresa de exporta\u00e7\u00e3o, hoje entra e sai de Shenzhen quando quer. Viaja para o exterior sempre que d\u00e1 vontade e quando o trabalho permite.<\/p>\n<p>Como a maioria dos \u201cshenzhenianos\u201d, Hu n\u00e3o \u00e9 daqui. Essa \u00e9 uma particularidade da cidade, uma das rar\u00edssimas da China que n\u00e3o usam as palavras \u201clocal\u201d ou \u201cforasteiro\u201d (\u201cbendiren\u201d e \u201cwaidiren\u201d, em chin\u00eas, respectivamente). \u201c\u00c9 uma cidade de migrantes, com gente de todas as partes da China. Por quest\u00f5es profissionais e pessoais, muitos v\u00eam e v\u00e3o. Muitos fazem fortuna aqui\u201d, disse. Mas todos se sentem filhos de Shenzhen, sejam eles nascidos na China ou n\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 aquela competi\u00e7\u00e3o que vemos pelo resto do pa\u00eds, em que algu\u00e9m vai te dizer: \u2018\u00c9 muito bom, n\u00e3o \u00e9? Foi um local que fez\u2019. Aqui, voc\u00ea se sente acolhido\u201d, disse o empres\u00e1rio brasileiro Alessandro Nicolau, morador de Shenzhen h\u00e1 uma d\u00e9cada. Muitas nacionalidades se misturam ao sotaque da cidade, que embora esteja na prov\u00edncia de Guangdong, onde se fala o canton\u00eas, usa mais o mandarim e o ingl\u00eas como idioma franco. \u201cVoc\u00ea vem para Shenzhen, voc\u00ea \u00e9 de Shenzhen\u201d, diz o cartaz logo no aeroporto.<\/p>\n<p>A rua dos eletr\u00f4nicos \u00e9 um dos redutos dos rostos estrangeiros, uma longa avenida de pedestres cercada de pr\u00e9dios por onde clientes e engenheiros do mundo inteiro passam apressados, dividindo o espa\u00e7o com os policiais que fazem a vigil\u00e2ncia do local de bermudas, para enfrentar o clima quase tropical, montados em seus segways \u2014 ve\u00edculo individual com uma pequena prancha para os p\u00e9s e duas rodas paralelas. O entra e sai \u00e9 cont\u00ednuo. Centenas de pequenas lojas com tudo o que se pode imaginar, de leds a pequenos aparelhos e componentes eletr\u00f4nicos, compartilham a \u00e1rea com est\u00fadios e f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>A diversidade \u00e9 tamanha que deu fama a Scotty, um americano que ficou conhecido por viajar at\u00e9 Shenzhen para provar que poderia montar seu pr\u00f3prio iPhone 6S com a ajuda dos vendedores de pe\u00e7as e com os engenheiros de plant\u00e3o no mercado local. Ele conta a experi\u00eancia em um v\u00eddeo em seu canal de Youtube. \u201cVisitar Shenzhen, \u00e9 como visitar o futuro!\u201d, disse. Sua hist\u00f3ria \u00e9 vista como motivo de orgulho para os shenzhenianos. \u00c9 esse esp\u00edrito que faz da cidade uma Meca para aqueles que t\u00eam uma ideia na cabe\u00e7a. Foi assim que se tornou tamb\u00e9m o ber\u00e7o chin\u00eas de um novo conceito de profissionais, originado nos Estados Unidos: os makers. Inicialmente, eram apenas diletantes que faziam do \u00f3cio criativo a desculpa para criar. Mas se tornaram homens de neg\u00f3cios, categoria t\u00e3o apreciada na China, que v\u00ea nesses inventores de engenhocas do s\u00e9culo XXI o futuro.<\/p>\n<p>\u201cIsto aqui \u00e9 o para\u00edso dos engenheiros. Temos capital, temos todos os equipamentos e o espa\u00e7o para produzir\u201d, afirmou Saw Yee Ping, jornalista de Hong Kong, que trabalha com a conex\u00e3o entre makers, clientes e o mercado para a Hong Kong Innovation Services (HKIS), uma esta\u00e7\u00e3o de makers que conta com o apoio integral do governo chin\u00eas. \u201cSou uma superconectora!\u201d, disse ela, pouco antes de exibir o imenso peixe-rob\u00f4 de design coreano, de utilidade duvidosa, que custa US$ 80 mil a unidade.<\/p>\n<p>Do outro lado da rua, os concorrentes, da empresa Trouble Makers, criaram outro espa\u00e7o criativo para quem desembarca em Shenzhen atr\u00e1s de um sonho. \u201cTudo \u00e9 poss\u00edvel\u201d, disse Henk Werner, o dono do lugar. Jovens chineses e de outros pa\u00edses se instalam ali pelo tempo que for necess\u00e1rio. N\u00e3o tem dinheiro? Sem problemas, porque n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio pagar aluguel nem luz para montar seu est\u00fadio. H\u00e1 apenas o compromisso de que, se o prot\u00f3tipo for para a f\u00e1brica e encontrar o cliente, o dono da ideia paga 15% de seus ganhos para a Trouble Makers. Henk disse que precisa que 20 startups funcionem ali por tr\u00eas meses para que seu neg\u00f3cio gire.<\/p>\n<p>O americano David Henning saiu de Atlanta, sua cidade natal, quatro anos atr\u00e1s. Trabalhava com Hot Rods, carros antigos \u201cturbinados\u201d. Foi parar na China por gostar de viajar. Ia passar tr\u00eas semanas. Acabou pedindo demiss\u00e3o do emprego e hoje \u00e9 s\u00f3cio do ex-chefe, que continua nos Estados Unidos. Ele n\u00e3o \u00e9 engenheiro de forma\u00e7\u00e3o, mas usa sua capacidade de desenvolver os motores e altera\u00e7\u00f5es nos autom\u00f3veis para criar outras coisas na Trouble Makers. Tem 12 projetos em andamento, entre eles uma churrasqueira a carv\u00e3o controlada pelo telefone celular \u2014 acess\u00f3rio mais \u00fatil aos americanos, que preparam churrasco com cozimento de at\u00e9 dez horas, do que aos brasileiros.<\/p>\n<p>Por meio dos makers, o governo de Xi Jinping pretende dar o grande salto tecnol\u00f3gico da \u201cnova era\u201d. Seu habitat s\u00e3o essas esta\u00e7\u00f5es de makers, \u00e0s vezes andares inteiros de um pr\u00e9dio, subdividas em pequenas salas, com uma \u00e1rea comum descontra\u00edda e com cantinas, caf\u00e9s, varandas, mesas de sinuca e pingue-pongue, onde essas cabe\u00e7as que n\u00e3o param de criar se encontram para trocar experi\u00eancias e fazer seu \u201cguanxi\u201d (ou rede de contatos, uma das primeiras palavras que quem quer entrar no mundo dos neg\u00f3cios chin\u00eas deve aprender). Muitas delas contam com algum tipo de subs\u00eddio do Estado. \u201cE esses endere\u00e7os s\u00e3o muito valorizados hoje\u201d, destacou Hu.<\/p>\n<p>A cidade est\u00e1 na rota dos farejadores de novidades de sites de compras como a americana Amazon ou a chinesa Taobao. Os olheiros dessas companhias v\u00e3o atr\u00e1s de gadgets ou boas ideias com potencial para incrementar suas vendas on-line. Encontram fabricantes, pedem uma adapta\u00e7\u00e3o aqui ou ali para agradar aos clientes e at\u00e9 se oferecem para fazer embalagens mais apropriadas ou atraentes. \u00c9 exatamente isso o que querem os makers: que seus produtos sejam descobertos. Muita gente vive de fazer essa ponte entre eles e o mundo exterior. Um dia depois de encontrar a reportagem de \u00c9POCA, o chin\u00eas Alex, o nome ocidental escolhido por ele, pediu demiss\u00e3o do emprego de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da esta\u00e7\u00e3o de makers onde trabalhava at\u00e9 a v\u00e9spera. Achou que teria mais futuro se encontrasse p\u00fablico para um novo modelo de skate el\u00e9trico numa f\u00e1brica a uma hora do centro da cidade. O dono da ideia, Sheng, n\u00e3o fala ingl\u00eas, mas Alex fala por ele.<\/p>\n<p>Sun Lian Sheng, ou Tony, como prefere ser chamado, tem 35 anos. Veio de uma prov\u00edncia remota no nordeste da China h\u00e1 seis anos. Resolveu usar a f\u00e1brica que abriu anos atr\u00e1s para desenvolver skates. \u201cN\u00e3o tinha tempo de brincar de skate quando crian\u00e7a\u201d, contou. \u00c9 sua primeira cria\u00e7\u00e3o. Antes, fornecia hoverboards \u2014 pranchas que flutuam sobre energia magn\u00e9tica \u2014 e segways, atendendo a encomendas de fora e de dentro da China. \u201cGanhamos experi\u00eancia. Decidi me concentrar no skate. Quero oferecer ao mundo um novo meio de transporte para ir ao trabalho\u201d, disse. O produto, segundo ele, foi testado muitas vezes e teve v\u00e1rios prot\u00f3tipos antes de chegar \u00e0 forma final. \u201cParece um skate normal, mas com um design muito legal. N\u00e3o se v\u00ea o hardware. Nosso fornecedores s\u00e3o de qualidade internacional\u201d, disse Sheng.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma frase que se ouve com frequ\u00eancia em Shenzhen. Isso porque nem tudo o que \u00e9 feito ali oferece a desejada qualidade internacional. H\u00e1 muitos produtos falsificados, os chamados copycats. Empresas de dentro e fora da China recorrem \u00e0 variedade dos componentes dispon\u00edveis em Shenzhen e \u00e0 m\u00e3o de obra especializada para montar telefones, caixas e outros produtos exatamente como os de marcas conhecidas, por\u00e9m bem mais baratos. H\u00e1 at\u00e9 eufemismos usados por quem \u00e9 da \u00e1rea para evitar a palavra \u201cc\u00f3pia\u201d. S\u00e3o os \u201cacr\u00e9scimos m\u00ednimos\u201d ou os \u201cprodutos ligeiramente mais evolu\u00eddos\u201d.<\/p>\n<p>Isso explica por que empresas grandes ou pequenas guardam a sete chaves os segredos de seus neg\u00f3cios. Nas gra\u00fadas, os funcion\u00e1rios n\u00e3o podem frequentar as f\u00e1bricas com seus telefones ou suas c\u00e2meras. Shenzhen \u00e9 o quartel-general de algumas das principais empresas de tecnologia da China, como a BYD, a maior fabricantes de baterias recarreg\u00e1veis do mundo, que lan\u00e7ou um carro el\u00e9trico h\u00edbrido em 2011; ou a Huawei, uma das maiores fabricantes de equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o; e a Tencent, a gigante da internet, que produz games, aplicativos on-line e software, al\u00e9m de ser dona do WeChat (um cruzamento de WhatsApp e Facebook anabolizado), que tem nada menos que 900 milh\u00f5es de usu\u00e1rios ativos. Tamb\u00e9m est\u00e3o baseadas em Shenzhen a ZTE, a gigante das comunica\u00e7\u00f5es, e a DJI, maior fabricante global de drones civis.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/epoca.globo.com\/mundo\/noticia\/2018\/05\/o-vale-do-silicio-chines.html\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 12 minutos<\/small> H\u00e1 20 anos, o jovem Hu Chao deixava seu vilarejo na prov\u00edncia de Henan, no norte da China \u2014 como milh\u00f5es ainda fazem \u2014, em busca de uma vida melhor no Sul, mais abastado. Mudou-se para Shenzhen, cidade portu\u00e1ria. Era a primeira Zona Econ\u00f4mica Especial (ZEE) do pa\u00eds. Hoje \u00e9 um dos s\u00edmbolos das reformas e da abertura econ\u00f4mica promovidas em 1978 pelo ent\u00e3o presidente Deng Xiaoping. 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