{"id":6873,"date":"2024-08-16T08:38:40","date_gmt":"2024-08-16T11:38:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abrazpe.org.br\/?p=6873"},"modified":"2024-08-16T08:38:41","modified_gmt":"2024-08-16T11:38:41","slug":"zpe-tem-potencial-para-virar-o-jogo-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abrazpe.org.br\/index.php\/2024\/08\/16\/zpe-tem-potencial-para-virar-o-jogo-da-pobreza\/","title":{"rendered":"ZPE tem potencial para virar o jogo da pobreza"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 3 minutos<\/small><\/p> \n<p><strong>Por Raimundo Borges<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE), autorizada pelo presidente Lula depois de aprovada pela Assembleia Legislativa, passou a ser prioridade total do governo Carlos Brand\u00e3o, que espera v\u00ea-la instalada em Bacabeira, munic\u00edpio vizinho de S\u00e3o Lu\u00eds, ainda em sua gest\u00e3o. Por\u00e9m, atr\u00e1s do projeto da ZPE tem toda uma hist\u00f3ria pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social de fracassos retumbantes na mesma \u00e1rea. Agora, todos as desilus\u00f5es do passado poder\u00e3o trazer uma virada de jogo econ\u00f4mico, t\u00e3o aguardada no Maranh\u00e3o para retir\u00e1-lo da condi\u00e7\u00e3o de Estado dono dos piores indicadores de desenvolvimento humano do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>No governo Jos\u00e9 Reinaldo (2002-2006), um projeto da Refinaria da Petrobras em Bacabeira ainda chegou a ter um pr\u00e9dio de seis andares constru\u00eddo no meio do mato, que hoje permanece inacabado, como abrigo de morcegos. A Petrobr\u00e1s cancelou o projeto do que seria a maior refinaria de petr\u00f3leo da Am\u00e9rica Latina e acabou num preju\u00edzo de R$ 2 bilh\u00f5es. O caso chegou a ser citado no relat\u00f3rio da CPI da Petrobras na C\u00e2mara, em outubro de 2015. Antes, em 2007, outro projeto de transformar Bacabeira num polo industrial sider\u00fargico dos maiores do Brasil, entrou no radar dos atentos investidores, inclusive da China.<\/p>\n\n\n\n<p>No Maranh\u00e3o e no Brasil n\u00e3o se falava em outra coisa, inclusive os lobistas que trabalhavam para inviabilizar os investimentos. Dois grandes projetos entraram na agenda do governo estadual, na expectativa da popula\u00e7\u00e3o maranhense e at\u00e9 nas universidades para formar m\u00e3o de obra. Um deles era da rec\u00e9m-criada Companhia Sider\u00fargica do Mearim avaliada em US$ 5 bilh\u00f5es, uma usina de at\u00e9 10 milh\u00f5es de toneladas de placas, chapas e bobinas de a\u00e7o. O outro mais antigo era uma parceria da Companhia Vale do Rio Doce com a chinesa Baosteel, or\u00e7ado em outros US$ 5 bilh\u00f5es. Teria capacidade inicial de 7 milh\u00f5es de toneladas anuais de placas, podendo chegar a 10 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mesmo argumentos daqueles anos de euforia popular e recursos desperdi\u00e7ados, s\u00e3o adotados agora como ponto de partida para atrair investidores, quando o assunto \u00e9 ZPE ao lado da Ilha de S\u00e3o Lu\u00eds: a posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e geogr\u00e1fica do Maranh\u00e3o, dono do Porto do Itaqui, um dos mais profundos do mundo e a proximidade dos principais centros consumidores de a\u00e7o: Estados Unidos, China e Europa. Como o Maranh\u00e3o nunca teve sequer uma f\u00e1brica de parafusos, tudo que sa\u00edsse de Bacabeira seria para alimentar a fome da ind\u00fastria mundial de todos tipos de equipamentos e tecnologia em ferro e a\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso o Maranh\u00e3o estava apenas come\u00e7ando sua trajet\u00f3ria hist\u00f3rica de desenvolvimento industrial. Na \u00e9poca, j\u00e1 existiam no Estado sete companhias do setor, todas voltadas para a exporta\u00e7\u00e3o, mas nenhuma produzia a\u00e7o e sim ferro gusa. O projeto Refinaria Premium I, da Petrobras, foi lan\u00e7ado em 2010, pelo ent\u00e3o presidente Lula e a chefe da Casa Civil na \u00e9poca, Dilma Rousseff. A promessa era de que a f\u00e1brica entraria em funcionamento em 2015. Agora, em agosto passado, o mesmo presidente Lula assinou decreto que cria a ZPE de Bacabeira, um novo projeto que pode ser a reden\u00e7\u00e3o do Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo reportagem de O Imparcial com base em dados do governo federal, a ZPE tem potencial para atrair projetos industriais j\u00e1 mapeados que somar\u00e3o R$ 15 bilh\u00f5es em investimentos e a cria\u00e7\u00e3o de mais de 20 mil empregos diretos e indiretos na regi\u00e3o.&nbsp;O primeiro projeto j\u00e1 foi apresentado, prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de uma refinaria modular de combust\u00edvel, com potencial de produ\u00e7\u00e3o de querosene sustent\u00e1vel para avia\u00e7\u00e3o (SAF na sigla em ingl\u00eas) para exporta\u00e7\u00e3o. Agora s\u00f3 nos resta cruzar os dedos e torcer para que a ZPE de Bacabeira, realmente venha a cumprir com os objetivos de trazer o t\u00e3o esperado desenvolvimento do Maranh\u00e3o, estado que atravessa 2024 apontando um cen\u00e1rio bastante promissor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Fonte: O Imparcial | Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 3 minutos<\/small> Por Raimundo Borges A Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE), autorizada pelo presidente Lula depois de aprovada pela Assembleia Legislativa, passou a ser prioridade total do governo Carlos Brand\u00e3o, que espera v\u00ea-la instalada em Bacabeira, munic\u00edpio vizinho de S\u00e3o Lu\u00eds, ainda em sua gest\u00e3o. Por\u00e9m, atr\u00e1s do projeto da ZPE tem toda uma hist\u00f3ria pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social de fracassos retumbantes na mesma \u00e1rea. 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