{"id":7259,"date":"2025-01-02T14:19:28","date_gmt":"2025-01-02T17:19:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abrazpe.org.br\/?p=7259"},"modified":"2025-01-02T14:20:29","modified_gmt":"2025-01-02T17:20:29","slug":"exportacoes-de-commodities-dominam-porto-de-santos-mas-zpes-podem-mudar-cenario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abrazpe.org.br\/index.php\/2025\/01\/02\/exportacoes-de-commodities-dominam-porto-de-santos-mas-zpes-podem-mudar-cenario\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es de commodities dominam Porto de Santos, mas ZPEs podem mudar cen\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 4 minutos<\/small><\/p> \n<p>Os recordes de exporta\u00e7\u00e3o nos portos brasileiros, em especial no de Santos, s\u00e3o constantes. O valor agregado, no entanto, \u00e9 mais baixo, pois o Pa\u00eds exporta basicamente commodities, ou seja, produtos do agroneg\u00f3cio, como a soja. Para se ter uma ideia, 53% das exporta\u00e7\u00f5es do complexo portu\u00e1rio santista e 39% do total de movimenta\u00e7\u00e3o do Porto (embarque mais desembarque) representam commodities (produtos sem processamento), segundo dados da Autoridade Portu\u00e1ria de Santos (APS). A qualifica\u00e7\u00e3o deste processo encontra eco na cria\u00e7\u00e3o de uma Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE). <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>As ZPEs s\u00e3o \u00e1reas de livre com\u00e9rcio destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens para exporta\u00e7\u00e3o e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os vinculados \u00e0 atividade exportadora, geralmente pr\u00f3ximas a portos. A \u00c1rea Continental de Santos \u00e9 a regi\u00e3o estudada para essa finalidade pela capacidade de expans\u00e3o e a proximidade com o complexo portu\u00e1rio santista. Jornalista e especialista em Finan\u00e7as P\u00fablicas, Rodolfo Amaral observa que, na elabora\u00e7\u00e3o de um Plano de Neg\u00f3cios visando uma \u00e1rea industrial de natureza incentivada, \u00e9 preciso identificar os produtos prim\u00e1rios hoje exportados pelo Porto de Santos que possam passar pelo processo de industrializa\u00e7\u00e3o. \u201cA pauta \u00e9 extensa, reunindo siderurgia, cal\u00e7ados, t\u00eaxtil, cer\u00e2mica, granito, pescados, fruticultura, soja, milho, caf\u00e9, entre v\u00e1rias outras op\u00e7\u00f5es, incluindo equipamentos diversos. O tema precisa ser amplamente debatido com o setor privado para identifica\u00e7\u00e3o de interesse de investimentos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O consultor portu\u00e1rio Luis Claudio Montenegro considera a ZPE como a representa\u00e7\u00e3o de um modelo de desenvolvimento. E lembra de como o comportamento da ind\u00fastria brasileira, com foco no mercado nacional, acabou favorecendo o crescimento de outros pa\u00edses. \u201cCom os processos de globaliza\u00e7\u00e3o, alguns pa\u00edses, principalmente os asi\u00e1ticos, ap\u00f3s a d\u00e9cada de 1980, perceberam que o volume demandado pelos mercados globais seria imensamente maior que os mercados internos, e que o modelo de industrializa\u00e7\u00e3o deveria ser focado nas exporta\u00e7\u00f5es e no ganho de escala da produ\u00e7\u00e3o. Com isso, conquistaram posi\u00e7\u00f5es no mercado internacional de forma consistente e conseguem ser competitivos com nossas ind\u00fastrias\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coreia do Sul \u00e9 exemplo de desenvolvimento industrial <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O consultor portu\u00e1rio Luis Claudio Montenegro costuma usar o \u00cdndice de Complexidade Econ\u00f4mica para comparar os resultados da pol\u00edtica econ\u00f4mica nos pa\u00edses que tiveram um grande salto de desenvolvimento nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas. O indicador avalia o n\u00edvel de complexidade de produ\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds e mostra que h\u00e1 uma forte correla\u00e7\u00e3o disso com o avan\u00e7o econ\u00f4mico &#8211; ou seja, pa\u00edses com baixa complexidade produtiva tendem a ser menos desenvolvidos economicamente do que os dotados de alto n\u00edvel dessa caracter\u00edstica. \u201cNo caso, a Coreia do Sul exporta quase tr\u00eas vezes o valor exportado pelo Brasil, sendo que sua pauta de exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada em sistemas eletr\u00f4nicos integrados, qu\u00edmica fina, tecnologia em transporte, m\u00e1quinas, com uma participa\u00e7\u00e3o de mais de 2,7% do mercado global. J\u00e1 o Brasil tem suas exporta\u00e7\u00f5es baseadas em commodities e possui participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio internacional de cerca de 1,2% do mercado internacional. Temos muito a evoluir olhando para o modelo sul-coreano\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>Secret\u00e1rio de Assuntos Portu\u00e1rios e Emprego de Santos, Elias J\u00fanior foi um dos integrantes da Miss\u00e3o Internacional Porto &amp; Mar Brasil &#8211; Coreia do Sul 2024, realizada pelo Grupo Tribuna ao pa\u00eds asi\u00e1tico este ano. Entre outros locais, a comitiva de aproximadamente 50 pessoas visitou a f\u00e1brica da Hyundai na Coreia do Sul. O modelo \u00e9 considerado por ele o melhor exemplo para Santos. \u201cA efici\u00eancia log\u00edstica \u00e9 determinante no valor do produto final, seja para exporta\u00e7\u00e3o ou para o mercado interno. Tivemos um exemplo important\u00edssimo disso, que \u00e9 a ind\u00fastria da Hyundai ao lado do porto. Sessenta e cinco por cento do que \u00e9 produzido naquele parque industrial \u00e9 para exporta\u00e7\u00e3o\u201d, diz ele. Ele lembra da integra\u00e7\u00e3o log\u00edstica daquele pa\u00eds, com produ\u00e7\u00e3o indo direto para o navio. \u201c\u00c9 um ganho de produtividade fundamental para o desenvolvimento da ind\u00fastria nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>China <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Coordenadora do Curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UniSantos, C\u00e9lia Ribeiro cita a China como exemplo, em raz\u00e3o das Zonas Econ\u00f4micas Especiais (ZEEs). Trata-se do principal mecanismo de abertura da economia do pa\u00eds, constituindo zonas de livre com\u00e9rcio, estabelecidas por meio de legisla\u00e7\u00e3o mais flex\u00edvel, com a redu\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo a isen\u00e7\u00e3o de impostos. \u201cA China possui cerca de 33% das mais de 7,5 mil Zonas Econ\u00f4micas Especiais (ZEEs) espalhadas por mais de 70 pa\u00edses. Elas t\u00eam estimulado a implanta\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Fonte\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/A Tribuna<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 4 minutos<\/small> Os recordes de exporta\u00e7\u00e3o nos portos brasileiros, em especial no de Santos, s\u00e3o constantes. O valor agregado, no entanto, \u00e9 mais baixo, pois o Pa\u00eds exporta basicamente commodities, ou seja, produtos do agroneg\u00f3cio, como a soja. Para se ter uma ideia, 53% das exporta\u00e7\u00f5es do complexo portu\u00e1rio santista e 39% do total de movimenta\u00e7\u00e3o do Porto (embarque mais desembarque) representam commodities (produtos sem processamento), segundo dados da Autoridade Portu\u00e1ria de Santos (APS). 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