{"id":7337,"date":"2025-02-02T10:53:44","date_gmt":"2025-02-02T13:53:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abrazpe.org.br\/?p=7337"},"modified":"2025-02-02T10:53:45","modified_gmt":"2025-02-02T13:53:45","slug":"demora-na-concessao-da-hidrovia-paraguai-parana-reflete-em-prejuizo-para-empresa-instalada-na-zpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abrazpe.org.br\/index.php\/2025\/02\/02\/demora-na-concessao-da-hidrovia-paraguai-parana-reflete-em-prejuizo-para-empresa-instalada-na-zpe\/","title":{"rendered":"Demora na concess\u00e3o da hidrovia Paraguai\/Paran\u00e1 reflete em preju\u00edzo para empresa instalada na ZPE"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 5 minutos<\/small><\/p> \n<p>A demora excessiva para a concess\u00e3o da hidrovia Paraguai\/Paran\u00e1, principalmente, no trecho entre C\u00e1ceres e Corumb\u00e1, come\u00e7a a impactar, diretamente, a operacionalidade esperada da Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE) de Mato Grosso, instalada, em C\u00e1ceres.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma m\u00e9dia de 200 cont\u00eaineres de cargas (madeira) da TRC Agroflorestal, primeira empresa em opera\u00e7\u00e3o na ZPE, est\u00e3o sendo transportados, mensalmente, de C\u00e1ceres a Rondon\u00f3polis, pela rodovia, ao inv\u00e9s da hidrovia, que seria mais vi\u00e1vel economicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>De Rondon\u00f3polis a carga \u00e9 transportada, por ferrovia at\u00e9 os portos de Santos (SP) ou Itagua\u00ed (RJ). A concess\u00e3o da Hidrovia do Rio Paraguai \u00e9 considerada estrat\u00e9gica para o desenvolvimento log\u00edstico nacional, ampliando o potencial de transporte aquavi\u00e1rio no Brasil e atraindo investimentos privados para o setor.<br>\u201cO transporte da carga pela hidrovia seria mais barato e menos poluente. Pela rodovia o valor do frete \u00e9 maior e prejudicial porque acaba comprometendo a pavimenta\u00e7\u00e3o asf\u00e1ltica\u201d observa o empres\u00e1rio Fausto Takizawa, diretor de pesquisa e rela\u00e7\u00e3o institucional da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Defensor da retomada do transporte pelo modal hidrovi\u00e1rio, o engenheiro Adilson Reis, diretor presidente da ZPE diz que \u201ctransportar mercadorias por hidrovias tende a ser mais barato, em at\u00e9 50%, em compara\u00e7\u00e3o com rodovias, especialmente quando se trata de grandes volumes e longas dist\u00e2ncias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, afirma ele, \u201cnavios e barca\u00e7as podem transportar cargas muito maiores que caminh\u00f5es, estes, pelas rodovias alimentam a matriz de transporte, e aquelas s\u00e3o o meio ideal para produtos a granel, como gr\u00e3os e min\u00e9rios ou cont\u00eaineres. As hidrovias s\u00e3o mais sustent\u00e1veis, emitindo menos gases de efeito estufa por tonelada\/km em rela\u00e7\u00e3o aos outros modais de transporte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Salienta que \u201chidrovias, por serem naturais ou adaptadas, exigem menos manuten\u00e7\u00e3o e apresentam menor desgaste em compara\u00e7\u00e3o as estradas. No caso do rio Paraguai (Tramo norte entre C\u00e1ceres e Corumb\u00e1) h\u00e1 a presen\u00e7a permanente da Marinha do Brasil, a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 com a periodiza\u00e7\u00e3o da dragagem nos passos cr\u00edticos. Destacando-se a maior seguran\u00e7a e menores \u00edndices de acidente\u201d.<a href=\"https:\/\/www.expressaonoticias.com.br\/consumidor-cacerense-ira-pagar-mais-caro-pela-agua-autarquia-ira-realizar-reajuste-tarifario-em-fevereiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o da dragagem e sinaliza\u00e7\u00e3o do rio Paraguai, o trecho da hidrovia entre C\u00e1ceres e Corumb\u00e1, ficou praticamente abandonado, nos \u00faltimos tempos. Os servi\u00e7os foram realizados em 2023, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para garantir aos usu\u00e1rios a utiliza\u00e7\u00e3o do rio para navega\u00e7\u00e3o comercial, tur\u00edstica e de lazer. De l\u00e1 para c\u00e1 nada foi feito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terminais de Barranco Vermelho e Paratudal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da demora para concess\u00e3o da hidrovia, dois grandes terminais portu\u00e1rios est\u00e3o sendo edificados na margem esquerda do rio Paraguai, no munic\u00edpio de C\u00e1ceres. O de Barranco Vermelho e de Paratudal. Ambos j\u00e1, inclusive, com as Licen\u00e7as de Implanta\u00e7\u00e3o (LI) aprovadas pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente, as Licen\u00e7as Pr\u00e9vias (LP) datam de janeiro de 2022.<br>Localizado a 118 quil\u00f4metros abaixo, via Rio Paraguai e 60 quil\u00f4metros, atrav\u00e9s da rodovia (MT-343\/BR-174), Barranco Vermelho, \u00e9 um amplo complexo portu\u00e1rio de armazenagem de cargas que servir\u00e1 para embarque e desembarque de mercadorias de toda regi\u00e3o para transporte pela hidrovia Paraguai-Paran\u00e1. O complexo est\u00e1 localizado em uma \u00e1rea de 31 ha.<\/p>\n\n\n\n<p>O investimento ser\u00e1 de aproximadamente R$ 200 milh\u00f5es. Devendo gerar, incialmente, 100 empregos diretos e cerca de 1 mil ao longo da implanta\u00e7\u00e3o das estruturas necess\u00e1rias para opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A capacidade de opera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 1 milh\u00e3o de toneladas, atingindo esse patamar em 5 anos. Vale ressaltar que ir\u00e1 depender, essencialmente, do rio Paraguai e sua navegabilidade ou seja: da natureza. O objetivo principal ser\u00e1 a exporta\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas, cargas gerais e containers.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro grande projeto \u00e9 o terminal portu\u00e1rio de Paratudal. O porto est\u00e1 sendo constru\u00eddo na fazenda Atoledal. A obra est\u00e1 prevista para ser conclu\u00edda em 2029. Assim como Barranco Vermelho, o investimento consolida-se como um pilar essencial para o progresso econ\u00f4mico regional.<a href=\"https:\/\/www.expressaonoticias.com.br\/crise-no-abastecimento-em-caceres-pastorello-propoe-desconto-na-conta-para-cada-dia-sem-agua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com diretores, o projeto, que \u00e9 via de m\u00e3o dupla, ir\u00e1 absorver recursos na ordem de mais de R$ 120 milh\u00f5es. E, contribuir\u00e1 para melhoria do escoamento de milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os e fertilizantes, principalmente, e ainda somar\u00e1 para a consolida\u00e7\u00e3o do projeto da Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hidrovia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O megaprojeto da hidrovia foi concebido por Argentina, Bol\u00edvia, Paraguai, Uruguai e Brasil (os cinco pa\u00edses da bacia do rio da Prata) com o objetivo de transformar os rios Paraguai e Paran\u00e1 em um canal de navega\u00e7\u00e3o, permitindo a circula\u00e7\u00e3o de grandes comboios durante todo o ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para execu\u00e7\u00e3o do projeto, est\u00e3o previstas pesadas interven\u00e7\u00f5es de engenharia tais como derrocamento, dragagem e canaliza\u00e7\u00e3o estrutural em centenas de trechos ao longo de todo o sistema formado pelos 3.400 km dos dois rios -, desde C\u00e1ceres, no Mato Grosso, Brasil, at\u00e9 Nueva Palmira, no Uruguai.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira fase, que se convencionou chamar-se de fase A, a estimativa de movimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 de que ser\u00e3o transportados no primeiro ano 600 mil toneladas de gr\u00e3os e 300 mil toneladas de fertilizantes; no segundo ano, 1.250.000 toneladas de gr\u00e3os e 600 mil toneladas de fertilizantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na fase B, no terceiro ano, ser\u00e1 iniciado o transporte de cargas diversas, com 2.500.000 toneladas de gr\u00e3os, 1.200,00 toneladas de fertilizantes e 150.00 toneladas de cargas diversas.<\/p>\n\n\n\n<p>No quarto ano da fase B, a previs\u00e3o \u00e9 de que ser\u00e3o transportadas 3.200.000 toneladas de gr\u00e3os e 1.600.000 toneladas de fertilizantes e 150.000 toneladas de cargas diversas. Na fase C, no quinto ano, chegaria ao auge dos transportes, com 5 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os; 2.500.000 toneladas de fertilizantes e 250.000 toneladas de cargas diversas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Fonte\/Foto: Express\u00e3o Not\u00edciais<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 5 minutos<\/small> A demora excessiva para a concess\u00e3o da hidrovia Paraguai\/Paran\u00e1, principalmente, no trecho entre C\u00e1ceres e Corumb\u00e1, come\u00e7a a impactar, diretamente, a operacionalidade esperada da Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE) de Mato Grosso, instalada, em C\u00e1ceres. Uma m\u00e9dia de 200 cont\u00eaineres de cargas (madeira) da TRC Agroflorestal, primeira empresa em opera\u00e7\u00e3o na ZPE, est\u00e3o sendo transportados, mensalmente, de C\u00e1ceres a Rondon\u00f3polis, pela rodovia, ao inv\u00e9s da hidrovia, que seria mais vi\u00e1vel economicamente. 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