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A primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Mato Grosso do Sul, localizada em Bataguassu, entrou na fase final de obras com previsão para iniciar o desembaraço aduaneiro em março de 2026. O projeto, que ocupa 2 milhões de metros quadrados às margens da rodovia MS-395, a pouco mais de 1 quilômetro do perímetro urbano do município, aguarda a conclusão das estruturas de alfandegamento pela Receita Federal, prevista para o final de fevereiro.
Em reunião técnica realizada neste mês de dezembro em Três Lagoas, a diretoria da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bataguassu e representantes do Governo do Estado alinharam o cronograma final para o início das operações do complexo. O encontro contou com a presença do governador Eduardo Riedel, do secretário da Semadesc, Jaime Verruck, e de membros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Diferente de um distrito industrial comum, a ZPE opera sob um regime tributário e cambial especial. Para usufruir da suspensão de impostos (como IPI, PIS e Cofins), as empresas instaladas devem seguir uma regra rígida:
- Exportação Obrigatória: No mínimo 80% da receita bruta anual deve ser proveniente de vendas para o mercado externo.
- Mercado Interno: O limite de 20% da produção pode ser comercializado no Brasil, porém sujeito ao pagamento integral dos tributos suspensos.

Infraestrutura e logística estratégica
A escolha da área, situada entre o Rio Pardo e o perímetro urbano, visa integrar o transporte rodoviário e hidroviário para o escoamento rumo ao Porto de Santos e aos países do Mercosul. A estrutura física em fase de finalização inclui:
- Pavimentação e Energia: Avenidas preparadas para tráfego pesado e rede elétrica subterrânea.
- Segurança Aduaneira: Área segregada com controle rigoroso de entrada e saída de mercadorias, requisito para a liberação alfandegária.
- Serviços: Galpões modulares para locação e áreas de serviços compartilhados para reduzir custos operacionais das indústrias.
Indústrias confirmadas
Até o momento, dois projetos industriais estão com a instalação garantida no complexo:
- Processamento de Raízes: Produção de xarope de dextrose e maltodextrina a partir de mandioca e batata-doce, com foco no mercado internacional de adoçantes naturais.
- Bioembalagens: Fabricação de recipientes biodegradáveis e compostáveis para o setor de silvicultura (plantio de mudas).
Integração energética
A gestão da ZPE projeta a atração de empresas de alta demanda energética que possam se beneficiar da proximidade com polos de biomassa, como a produção de celulose na região, visando o uso de energia limpa para aumentar o valor agregado dos produtos exportados.
Fonte: Cenário MS | Foto: Reprodução/Cenário MS
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