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José Reinaldo | O Maranhão já está percorrendo a rota do desenvolvimento e não pode ter seu crescimento interrompido. Sempre defendi que a descontinuidade das ações e dos projetos, por razões meramente político-partidárias, é um dos maiores entraves para os avanços.
Faltando menos de duas semanas para as eleições, estamos diante de um novo ciclo econômico. É preciso considerar que o PIB do estado, no primeiro trimestre deste ano, subiu 5,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O índice é quase o triplo da média do Brasil (1,8%) e muito superior à do Nordeste (1,3%): Fechamos o ano de 2025 com um crescimento consolidado de 4,0% à frente dos 2,3% do Brasil. O PIB industrial maranhense registrou uma alta histórica de 17,4% no início de 2026, na contramão do recuo de 0,8% visto no restante do Nordeste. E o setor agropecuário do Maranhão cresceu 10,3% no fechamento de 2025.
Não sou economista. Engenheiro de formação, raciocino de forma lógica, pragmática com a meta de transformar problemas complexos em soluções práticas, eficientes, sempre com base em dados. Os números mostram que estamos no caminho certo.
À frente de uma Secretaria que tem o Desenvolvimento Econômico e os Programas Estratégicos como objetivos, temos feito o dever de casa, atuando em conexão permanente com a FIEMA e alguns dos mais renomados pesquisadores das universidades maranhenses.
Ao final do mandato do governador Carlos Brandão, vamos deixar uma Zona de Processamento de Exportação aprovada depois muita articulação política e rigorosamente planejada por nós, após quase 40 anos de muitos esforços, para que o estado pudesse tê-la. Antes mesmo de estar instalada, a ZPE de Bacabeira já possui uma empresa aprovada pelo Conselho Nacional de ZPEs, a OilGroup, que mostra a viabilidade e o excelente negócio que é exportar pela área de livre comércio do estado – o que é muito importante para atrair outras empresas e investimentos para o Maranhão.
Projetada inicialmente para refinar cerca de 20 mil a 50 mil barris por dia, o empreendimento está orçado entre US$ 600 milhões e US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 8 bilhões a R$ 9,1 bilhões dependendo da fase). São investimentos vultosos como este que trazem emprego, renda e o sonhado desenvolvimento.
Atuamos, fortemente, na atração de empresas e criamos, na SEDEPE, até mesmo uma Agência de Desenvolvimento do Maranhão, que não existia na estrutura do estado.
Mas já escrevi aqui que o desenvolvimento é sempre motivado por várias causas e não apenas por uma só. E, não há dúvidas de que o nosso maior projeto é um algo que nenhum outro estado poderá ter igual e competir conosco: é o Terminal Portuário de Alcântara e a Ferrovia EF-317, que o ligará à Ferrovia Norte-Sul.
Este projeto logístico, ainda no papel, é tão importante quanto o Terminal Portuário da Ponta da Madeira e a Ferrovia de Carajás. Apontado por estudo do Banco Mundial como “solução logística” para o arco-norte, é o complemento da estrutura composta pelo Terminal Portuário da Ponta da Madeira e pelo Porto do Itaqui. Esse projeto fundamental é uma soma dos dois citados. É uma soma das vantagens de dois excelentes portos do Maranhão.
Mas, como mencionei, o processo de desenvolvimento precisa ser estruturante e precisamos ter outros projetos importantes e complementares, alguns de importância fundamental para o nosso estado. E assim o fizemos quando soubemos, no Ministério das Comunicações, de uma estrutura de cabo submarino de alta conectividade digital, que liga Caiena (Guiana Francesa) ao tronco principal da EllaLink, em Fortaleza (Ceará). Buscamos incluir o Maranhão, nossa equipe técnica foi até Belém, pois o Pará também estava pleiteando. E conseguimos um acesso.
O equipamento funciona como uma “tomada” no fundo do mar, permitindo puxar um ramal submarino direto para São Luís sem precisar interromper o tráfego da rede principal. Será uma revolução na tecnologia, otimizando os setores públicos como Saúde, Educação e Segurança. Isso nos permitirá atrair grandes empresas do ramo digital como banco de dados, startups e inteligência artificial que poderá colocar o estado entre aqueles aptos a oferecer serviços públicos rápidos e seguros, em todos os 217 municípios, incluindo os mais pobres.
Também nos debruçamos para elaborar programas integradores e de combate à pobreza e à desigualdade social como Raízes Solares e Casa de Esperanças, que se destinam a criar capital humano de qualidade, entre as famílias pobres, integrando-os a sociedade.
Estamos nos antecipando no tema da Segurança Hídrica, no controle dos rios maranhenses, pois água é bem vital e fundamental a tudo e que começa a dar sinais de sofrer efeitos das calamidades climáticas, entre os quais a diminuição de vazões. O uso comercial ou industrial da água no futuro deverá entrar como pergunta adicional em futuras eleições. Mas já estamos, antes, pensando em políticas públicas.
Energia é um dos nossos focos: apoiamos o projeto de Biorrefinaria de Etanol 5G, que obteve o prestigiado “Reconhecimento das Boas Práticas do Setor”, em premiação foi concedida durante o I Congresso Brasileiro de Minas e Energia, realizado em Brasília (DF). O projeto maranhense ganhou destaque nacional por sua relevância em inovação e sustentabilidade, sendo escolhido entre apenas 14 projetos selecionados em todo o Brasil.
A classe empresarial sabe do quanto o estado avançou, nos últimos anos. Trabalhamos, arduamente, pelo desenvolvimento de setores estratégicos.
O Maranhão não pode parar.
Fonte: Jornal Pequeno | Foto: Arquivo
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