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O Panamá iniciou oficialmente, nesta terça-feira, o 12º World Free Zones Congress 2026, um dos encontros mais importantes do mundo sobre zonas francas, comércio internacional, logística, investimento e desenvolvimento econômico.
O evento reúne, durante três dias, líderes governamentais, investidores, desenvolvedores, operadores de zonas econômicas especiais, organismos multilaterais e empresas globais de diferentes regiões do mundo, consolidando o Panamá como um ponto estratégico para o diálogo internacional sobre o futuro da produção, do comércio e das cadeias globais de suprimentos.

A agenda inaugural foi marcada por discussões relacionadas a nearshoring, transformação industrial, sustentabilidade, inovação, integração regional e ao novo cenário geopolítico global.
Uma das principais mensagens compartilhadas durante a jornada foi que setores associados a semicondutores, inteligência artificial e tecnologia estarão entre as indústrias que vão liderar os próximos investimentos ligados a zonas francas e parques industriais no cenário internacional.
Especialistas e lideranças do setor também concordaram que um dos grandes desafios para os próximos anos será acelerar as capacidades de reskilling e fortalecimento do capital humano, com o objetivo de responder de forma estratégica e oportuna às novas demandas tecnológicas e produtivas enfrentadas pela economia global.

Durante as sessões, também foi analisada a transformação pela qual passa atualmente a economia internacional, que vem deixando um modelo baseado na não discriminação comercial para ingressar em um ambiente marcado por maiores tensões geopolíticas e novas assimetrias entre potências econômicas.
Nesse contexto, especialistas apontaram que governos e empresários deverão desenvolver a capacidade de navegar por relações que permitam colaborar simultaneamente com economias como Estados Unidos e China, dentro de um cenário cada vez mais multipolar e competitivo.
Outro tema relevante do dia foi a transformação vivida por parques industriais e zonas francas. Atualmente, os tenants e usuários corporativos demandam espaços desenvolvidos em formatos de distritos ou ecossistemas produtivos integrados, nos quais a proximidade com fornecedores, a facilitação do comércio, a redução de entraves operacionais e a produtividade se tornam elementos fundamentais para a competitividade empresarial.
A conversa regional também destacou as fortalezas estratégicas da América Latina diante das mudanças produtivas que se aproximam. Entre elas, estão a disponibilidade de matérias-primas essenciais, o potencial de expansão energética e a capacidade de desenvolvimento de mão de obra especializada.

No entanto, representantes do setor concordaram que um dos grandes desafios será alcançar uma maior articulação entre governos e setor produtivo para construir rotas claras que permitam aproveitar essas oportunidades dentro do novo contexto global.
A jornada inaugural também incluiu reuniões ministeriais, mesas de integração regional, sessões de liderança executiva e espaços de networking voltados ao comércio internacional, sustentabilidade, novas estratégias industriais e cooperação entre regiões.

Entre as atividades de destaque do primeiro dia estiveram a Global Ministerial Conference sobre novas estratégias industriais e zonas francas, além de reuniões regionais focadas em BRICS+, Mercosul e Caribe, nas quais foram discutidas políticas de integração, resiliência das cadeias de suprimentos, sustentabilidade e novas oportunidades de investimento internacional.
Fonte/Foto: Inversion Inmobiliaria
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