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José Reinaldo | A Sedepe já justificou, e muito, a necessidade de sua criação. O Maranhão não conhecia a si mesmo e, hoje, o conhecemos por inteiro. É um avanço extraordinário, pois, sem isso, não poderíamos planejar o desenvolvimento homogêneo, pleno, de todo o Estado. E conseguimos fazer isso sem gastar recursos, pois não os temos. É irrisório o valor do nosso orçamento.
Então, como fizemos isso? Promovendo reuniões internas e externas, com professores das universidades, entre elas Uema, UFMA, IFMA e Ceuma, em um fórum permanente de debates sobre o desenvolvimento do Maranhão.
Inicialmente, tivemos a verdadeira batalha que travamos com o Governo Federal para apoiar a nossa ZPE, possibilidade criada desde quando José Sarney exerceu a Presidência. Embora o Estado tenha lutado muito no passado, só agora, finalmente, conseguimos, à custa de muita tenacidade e com apoio imprescindível do próprio Sarney, do vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, de Helson Braga, Ricardo Capelli e, sobretudo, da senadora Eliziane Gama, a quem eternamente seremos gratos.
Por inusitado que pareça, inclusive, tivemos que lutar para substituir três secretários do Ministério, que sempre foram contra a criação da ZPE. Não esperávamos por isso. Só para lembrar, depois da luta para conseguir aprovar, no Conselho Federal das ZPEs, a nossa ZPE, o decreto de criação não saía do Palácio.
Então, eu soube que o presidente Lula iria ao Chile e, na véspera da viagem, procurei a senadora Eliziane e perguntei se ela conseguiria ser incluída na viagem. Ela me disse que sim, e eu pedi que mandasse fazer, no Gabinete do Presidente, o decreto da criação da ZPE. A senadora, de posse do decreto, embarcou e, na viagem, conseguiu a nossa sonhada vitória.
Outro êxito da Sedepe foi conseguir para o Maranhão a conexão ao cabo submarino de alta conectividade. A internet do Estado era uma das piores e mais caras do país. Com esse acesso, o Maranhão vai ingressar, definitivamente, na era digital, no mundo novo digital, inclusive com uma ZPE digital. Um avanço extraordinário.
E conseguimos também trazer a rede de hotéis e resorts portuguesa Vila Galé para São Luís. São dois hotéis, um já bem avançado, mais um restaurante italiano. Falta ainda um resort, sobre o qual já conversei muito com Jorge Almeida, executivo que dirige a rede. Com isso, ganhará muito o nosso turismo.
E estamos prosseguindo com novos projetos, todos importantíssimos. Um deles é a garantia hídrica do Maranhão e de São Luís: projeto belíssimo que une três sistemas de água em um só sistema para cobrir todo o Estado. Com isso, vamos poder transformar o Maranhão em uma Plataforma Industrial Verde.
E, assim, transformar a água em ativo estruturante, incluindo um ramal para a zona do agro, cobrindo toda a área de produção de soja, com a possibilidade de irrigação, inclusive em Chapadinha, com aumento da riqueza no Estado.
Isso trará um enorme aumento de produtividade, permitirá garantia hídrica, mesmo nos anos de estiagem, e considera a ideia de que o agro precisa dessa garantia hídrica, diante dos valores financeiros empregados ali, atraindo a possibilidade da criação de um poderoso polo de agroindústria na região.
É o ápice de tudo. Estamos em plena marcha para concretizar.
E há a garantia soberana, fornecida por um ente bancário federal, para os empresários privados tomarem dinheiro no exterior, muito mais barato, para as obras de infraestrutura necessárias ao nosso desenvolvimento.
A ideia é do economista Gabriel Galípolo, explicada por ele em entrevista quando estava indo dirigir o BNDES, no governo Lula. Eu guardei a entrevista, que é de novembro de 2022. Falei com ele, na semana passada, e ele me confirmou a excelência da ideia.
O meu amigo, deputado federal Pedro Lucas, líder do União Brasil, um dos maiores partidos no Congresso, já deu entrada no projeto na Câmara dos Deputados.
Como é um projeto que atende todo o Nordeste, esperamos aprovação.
Pedro Lucas, com isso, insere-se ainda mais entre os grandes benfeitores do Estado. Com o projeto aprovado, esperamos que o Estado se una para realizar essas e outras ideias e, assim, atingirmos o pleno desenvolvimento.
São todos projetos integradores, capazes, por si só, de atrair outros investimentos como maneira correta de desenvolver o Estado.
Bem, não vamos parar por aí. Estaremos atentos a novos bons projetos integradores!
Fonte: Jornal O Pequeno | Foto: Divulgação
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