Panamá e República Dominicana destacam o papel das zonas francas como motor de investimento, tecnologia e desenvolvimento

Panamá e República Dominicana destacam o papel das zonas francas como motor de investimento, tecnologia e desenvolvimento

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A abertura oficial da 12ª edição do World Free Zones Congress 2026 foi marcada pela participação do presidente do Panamá, José Raúl Mulino Quintero, e do presidente da República Dominicana, Luis Abinader, que compartilharam uma mensagem voltada ao fortalecimento da atração de investimentos, da competitividade e do desenvolvimento de ecossistemas de zonas francas na América Latina e no Caribe.

A cerimônia de abertura também reuniu importantes nomes do ecossistema internacional de comércio, investimento e desenvolvimento econômico, incluindo o Dr. Mohammed Alzarooni, chairman da World Free Zones Organization (World FZO), além de representantes de organismos multilaterais como a Organização Mundial do Comércio (WTO), a Organização Internacional do Trabalho (ILO), a UNCTAD e a UNIDO.

Durante suas intervenções, os mandatários ressaltaram a importância estratégica que as zonas francas e os parques industriais têm atualmente dentro do novo contexto econômico global, especialmente em um momento marcado pela reconfiguração das cadeias de suprimentos, pelo nearshoring e pela necessidade de fortalecer a resiliência produtiva e logística das regiões.

Os dois presidentes também fizeram um chamado a empresários, investidores e lideranças internacionais para que continuem participando do desenvolvimento de ecossistemas produtivos ligados a zonas francas, plataformas logísticas e novas estratégias de comércio internacional.

A jornada reuniu líderes governamentais, investidores, organismos multilaterais, operadores logísticos, desenvolvedores e representantes do ecossistema global de zonas francas vindos de diferentes partes do mundo, no Panama Convention Center, consolidando o Panamá como um ponto estratégico para o diálogo internacional sobre investimento, conectividade e desenvolvimento econômico.

As conferências e painéis do dia foram distribuídos em quatro grandes dimensões estratégicas: diálogo global, aspectos regulatórios, facilitação do comércio, inovação e sustentabilidade.

Uma das principais mensagens compartilhadas durante as diferentes sessões foi a necessidade de fortalecer a conexão e a colaboração entre zonas francas, com o objetivo de desenvolver ecossistemas mais robustos, resilientes e competitivos diante dos novos desafios do comércio internacional.

Especialistas concordaram que a integração entre parques industriais, zonas econômicas especiais, operadores logísticos, infraestrutura estratégica e cadeias de suprimentos permitirá reduzir pontos de atrito, aumentar a eficiência operacional e aproveitar maiores sinergias em um ambiente global cada vez mais dinâmico e competitivo.

A discussão também foi marcada pelo impacto acelerado que a tecnologia vem provocando sobre as atividades produtivas e os modelos industriais em nível mundial.

Especialistas apontaram que o ritmo da transformação tecnológica seguirá avançando de forma acelerada nos próximos anos. Por isso, inovações ligadas à robótica, automação industrial, análise avançada de dados, Internet das Coisas (IoT), digital twins e inteligência artificial se tornarão fatores cada vez mais determinantes para a competitividade de empresas, parques industriais e zonas francas.

Em várias sessões, também foi discutido como a integração de sistemas de gestão com inteligência artificial começará a modificar a forma como são desenvolvidas as operações logísticas, industriais e de comércio internacional, permitindo processos mais eficientes, automatizados e preditivos.

Além disso, lideranças do setor destacaram que a velocidade com que as novas tecnologias evoluem obriga governos e empresas privadas a manterem uma visão muito mais ágil e flexível diante das mudanças produtivas e das novas demandas do mercado global.

A agenda do segundo dia também incluiu painéis sobre liderança global em tempos de transformação, novas plataformas logísticas e conectividade internacional, corredores ferroviários regionais, tecnologias emergentes e sustentabilidade aplicada a parques industriais e zonas francas.

Entre as sessões de destaque esteve o painel “Global Gateways, Redefining the Future of Trade and Connectivity”, focado no futuro das cadeias globais de suprimentos, na infraestrutura logística inteligente e nas novas dinâmicas de conectividade internacional.

Também foram realizados espaços especializados relacionados a tecnologias emergentes, automação, resiliência operacional e modelos de parques ecoindustriais, nos quais foram analisadas estratégias ligadas a ESG, energias renováveis e sustentabilidade aplicada a ecossistemas industriais e zonas francas.

A conversa internacional também colocou em pauta a crescente relevância que a América Latina e o Caribe vêm adquirindo dentro das novas dinâmicas globais de investimento e relocalização produtiva.

Especialistas concordaram que a região possui condições estratégicas relevantes ligadas à localização geográfica, conectividade, capital humano, disponibilidade energética e capacidade de crescimento industrial, fatores que podem impulsionar novas oportunidades de investimento nos próximos anos.

O 12º World Free Zones Congress 2026 segue se consolidando como um dos principais espaços de diálogo global para analisar o futuro do comércio internacional, da logística, das zonas francas e do desenvolvimento econômico em um ambiente cada vez mais dinâmico, tecnológico e multipolar.

Fonte/Foto: Inversion Inmobiliaria

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