Barcarena deve receber refinaria e fundição de metais preciosos

Barcarena deve receber refinaria e fundição de metais preciosos

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Uma área de 50 hectares dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena foi escolhida para a implantação de uma refinaria e uma fundição de metais preciosos da Bravo Metals, subsidiária da Bravo Mining. O empreendimento integra um projeto que pretende ampliar o processamento de minerais de alto valor dentro do Pará.

A previsão é que a unidade entre em operação em 2028. O projeto envolve o processamento de platina, paládio e ródio, além de níquel e ouro, permitindo que etapas de maior valor agregado da cadeia mineral sejam realizadas no próprio estado.

A iniciativa foi apresentada nesta quarta-feira (9), durante encontro na Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), com a participação de representantes do setor produtivo e do poder público.

BARCARENA TERÁ ETAPA ESTRATÉGICA DO PROJETO

O empreendimento integra o Projeto Luanga, desenvolvido pela Bravo Mining no Pará. A mina e a planta de beneficiamento ficarão em Curionópolis, no sudeste paraense, enquanto a refinaria e a fundição estão previstas para Barcarena.

A Bravo Metals deverá atuar como empresa-âncora da ZPE. A expectativa é que a instalação contribua para consolidar a nova zona de exportação e favoreça a atração de outros empreendimentos para o município.

A operação também poderá se integrar a atividades já existentes no polo industrial de Barcarena, principalmente por meio do aproveitamento de subprodutos do processo mineral por outras cadeias produtivas.

PROJETO ESTIMA CENTENAS DE EMPREGOS

A estimativa apresentada pela empresa é de aproximadamente 500 empregos durante a fase de construção e outros 400 postos de trabalho na operação. A projeção é de que cerca de 80% da mão de obra seja paraense.

Os números divulgados correspondem ao projeto como um todo e não especificam quantas dessas vagas serão destinadas à unidade de Barcarena. A implantação da refinaria e da fundição no município, porém, poderá gerar demanda por profissionais e serviços ligados à construção, manutenção, transporte, logística e fornecimento de materiais.

Além dos postos diretos, a presença de uma empresa-âncora na ZPE cria expectativa de movimentação de fornecedores e de novos negócios relacionados à atividade industrial.

PRODUÇÃO PODERÁ ATENDER OUTRAS INDÚSTRIAS

O projeto prevê ainda o aproveitamento de materiais gerados durante o processo industrial. A planta terá capacidade para produzir aproximadamente 120 mil toneladas de ácido sulfúrico.

Os gases de enxofre resultantes do processamento deverão ser tratados para a produção do ácido, que poderá ser comercializado com indústrias de fertilizantes instaladas no polo industrial de Barcarena.

A escória gerada na fundição também poderá ser reaproveitada pela indústria cimenteira e pelo agronegócio. A proposta segue o conceito de economia circular, no qual materiais resultantes de uma atividade industrial passam a ser utilizados como insumos em outras cadeias produtivas.

Segundo o CEO da Bravo Mining, Luís Azevedo, realizar essas etapas no Pará também evita a necessidade de exportar o concentrado para processamento fora do estado, reduzindo custos logísticos e agregando maior valor à produção mineral paraense.

ZPE PODE ATRAIR NOVOS INVESTIMENTOS

Para o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, a ZPE cria condições para ampliar a industrialização e a agregação de valor às cadeias produtivas do Pará. A avaliação é de que projetos como o da Bravo podem contribuir para uma indústria mais integrada e estimular novos investimentos.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Mauro Bastos, também apontou a futura presença da empresa-âncora como um fator capaz de favorecer a chegada de outros empreendimentos.

A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), por sua vez, trabalha com a expectativa de que as obras da ZPE sejam iniciadas no primeiro semestre de 2027.

Se o cronograma apresentado for cumprido, Barcarena passará a concentrar uma etapa de maior valor agregado da cadeia mineral paraense, somando a refinaria e a fundição às atividades industriais e portuárias já desenvolvidas no município.

Fonte: Barcarena Agora | Foto: Divulgação

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